segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Minha Terra, Minha Gente de Tradição

Gente boa, minha gente
Aqui tudo era diferente,
Não tinha tanta gente
Pra pra morar nesse lugar.

Tinha mato, capoeira, cerradinho e cerradão.
Terra tão fértil e tão fechada
Que acolheu nossa família de tradição.

Vieram de Minas, tantos outros lugares
Aqui chegaram, povoaram e construíram
Nossa história pra contar, servir e admirar.

Famílias de tradição, Carvalho, Faleiro, Souza, Vieira,
Aleluia, Costa, Brandão, Cunha e Oliveira.

Desbravaram, fizeram estradas, casas, roças e plantações.
Arroz, milho, feijão, mandioca, banana e laranja.
Criaram porcos, vacas, cavalos e bois.

Famílias de tradição, Pereira, Silva, Tobias, Leite, Dias, Lima, Fernandes e Machado. Cuidaram da nossa terra.

Pra povoar eram dez, doze ou quinze filhos
Nasciam nas fazendas pelas mãos de parteiras,
Cuidados pelos pais, rezadores, carreiros e roceiros.

Forças de homens fortes, de bois,
Cavalos e mutirões, enchiam tuias e paióis,
Garapa melado, açúcar, rapadura e pinga pra animar.

Obrigado, José, João, Antônio, Rafael, Calisto, Joaquim, Aleluia, Heitor, Totó, Chico, Costa e Romão e Vicente.
Obrigado Maria, Antônia, Luzia, Ana, Imídia, Anastácia, Dorinha, Izídia.
Obrigado Alexandre, Leite, Pedro, Miguel, Sanito, tanto mais.

Oi terra boa, muitas matas e frutos,
Cantar dos pássaros, bichos da braveza,
Peixes, rios, córregos e águas cristalinas.

Essa é nossa terra e nosso povo querido
Que vivia da pureza, espalharam e criaram
Regiões, matoso, buriti, mumbuca, antinha
Água vermelha, aborrecido, rio preto,
Passaquatinho, capim puba e morro grande
e outras mais.

Hoje, nossa gente é grande, construímos a bela São
Miguel do Passa Quatro, vivemos com tranquilidade
A prosperidade, agradecendo e usufruindo tudo
Que fizeram os nossos antepassados. (Auto: Zequinha Aleluia. Esta Poesia virou música sertaneja raiz, moda de viola.)

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