segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Nova Família Abençoada no Altar


O casamento é uma instituição sagrada criada por Deus, simboliza a união permanente entre um homem e uma mulher com os fundamentos da Aliança, Amor, Fidelidade e Pureza.

O casamento na Igreja é muito mais do que uma cerimônia, é um sacramento, um compromisso de amor firmado diante de Deus, da comunidade e das pessoas mais importantes da vida dos noivos.

O momento é muito especial em que duas histórias se unem para formar uma nova família, construída sobre os pilares da fé, do respeito, da fidelidade e do amor.

A beleza dessa celebração está em cada detalhe. A igreja preparada para receber os noivos, a emoção da entrada, as orações, as bênçãos e a troca das alianças tornam esse dia inesquecível

Os padrinhos testemunham a união e assumem o compromisso de apoiar o casal com amizade, conselhos e presença ao longo da caminhada.

As famílias também vivem intensamente esse momento. Pais, avós, irmãos e demais parentes e amigos compartilham a alegria de ver nascer uma nova família, fortalecendo os laços de amor e união que atravessam gerações.

Após a cerimônia, vem a comemoração em que reúne todos em um clima de alegria e confraternização. O local da festa é preparado, mesas decoradas, muita gente, comidas gostosas e doces cuidadosamente preparados.

Na festa toda alegria gira em torno da princesa e do príncipe. Os jovens casados recebem os brindes que simbolizam a abundância, a partilha e a gratidão por esse novo começo.

Uma nova casa é construída para abrigar a nova família que já traçam novos planos. O grande amor aumenta ainda mais com a chegada dos filhos. A alegria é irradiante! Como é grande o amor paternal e maternal.

É lindo o sacramento abençoado no altar em que une dois corações sob a graça divina, um amor, um vínculo da perfeição.

O Padre tem uma importância grande no casamento, ele preside a celebração, traz a palavra de Deus, dá conselhos e abençoa-os em nome do pai, filho e espírito santo.

Minha Terra, Minha Gente de Tradição

Gente boa, minha gente
Aqui tudo era diferente,
Não tinha tanta gente
Pra pra morar nesse lugar.

Tinha mato, capoeira, cerradinho e cerradão.
Terra tão fértil e tão fechada
Que acolheu nossa família de tradição.

Vieram de Minas, tantos outros lugares
Aqui chegaram, povoaram e construíram
Nossa história pra contar, servir e admirar.

Famílias de tradição, Carvalho, Faleiro, Souza, Vieira,
Aleluia, Costa, Brandão, Cunha e Oliveira.

Desbravaram, fizeram estradas, casas, roças e plantações.
Arroz, milho, feijão, mandioca, banana e laranja.
Criaram porcos, vacas, cavalos e bois.

Famílias de tradição, Pereira, Silva, Tobias, Leite, Dias, Lima, Fernandes e Machado. Cuidaram da nossa terra.

Pra povoar eram dez, doze ou quinze filhos
Nasciam nas fazendas pelas mãos de parteiras,
Cuidados pelos pais, rezadores, carreiros e roceiros.

Forças de homens fortes, de bois,
Cavalos e mutirões, enchiam tuias e paióis,
Garapa melado, açúcar, rapadura e pinga pra animar.

Obrigado, José, João, Antônio, Rafael, Calisto, Joaquim, Aleluia, Heitor, Totó, Chico, Costa e Romão e Vicente.
Obrigado Maria, Antônia, Luzia, Ana, Imídia, Anastácia, Dorinha, Izídia.
Obrigado Alexandre, Leite, Pedro, Miguel, Sanito, tanto mais.

Oi terra boa, muitas matas e frutos,
Cantar dos pássaros, bichos da braveza,
Peixes, rios, córregos e águas cristalinas.

Essa é nossa terra e nosso povo querido
Que vivia da pureza, espalharam e criaram
Regiões, matoso, buriti, mumbuca, antinha
Água vermelha, aborrecido, rio preto,
Passaquatinho, capim puba e morro grande
e outras mais.

Hoje, nossa gente é grande, construímos a bela São
Miguel do Passa Quatro, vivemos com tranquilidade
A prosperidade, agradecendo e usufruindo tudo
Que fizeram os nossos antepassados. (Auto: Zequinha Aleluia. Esta Poesia virou música sertaneja raiz, moda de viola.)

História Real Com Final Feliz


O MEDO MAIOR ERA O RIO


Aconteceu numa manhã, no meio da semana na fazenda beira rio. O tempo estava limpo e o sol já começava a esquentar quando a vida dos recém-casados Tiãozinho e Dorinha viraram do avesso.

Aconteceu muito rápido, foi num piscar de olhos, o silêncio daquela casa bonita com esteios de aroeira e paredes pintadas de branco ganhou um peso insuportável: o pequenino Zezinho, o primeiro da família de apenas dois anos, havia sumido. E junto com ele, o cachorrinho Tupi, um vira-lata de cor branca, orelhas caídas que não desgrudava do menino.

O desespero dos pais não era para menos. A fazenda, embora linda, era cercada de perigos para uma criança tão pequena. O quintal terminava onde começava uma mata ciliar que margeava um córrego de águas rápidas que desaguava perto da casa, logo à frente, no rio passa quatro.

Sem nenhuma pista, os pais desesperados saíram à procura do pequeno. A busca Implacável, juntaram os vizinhos da redondeza para ajudar. Pela estradinha que margeava o córrego passaram por muitas vezes, gritando e chorando, a mãe do garotinho era só choro.

À medida que as horas passavam o desespero aumentavam. Os vizinhos mais próximos eram Rafa e Lú, avós do Zezinho e pais de Dorinha. No caminho da casa dos avós já tinham passado por mais três vezes e o dia já caminhava para o entardecer.

O sol já começava a esconder naquele morro, e nada. Com ajuda dos vizinhos procuraram no pasto, nas matas ao redor e nas margens do córrego. Gritavam e nenhuma resposta. Para os pais, cada minuto parecia uma eternidade de culpa e pavor, o medo maior era o rio que ficava bem próximo da casa.

Quando estava começando a escurecer, mais uma vez os pais iam pela estradinha à margem do córrego para a casa dos avós Rafa e Lú, já não sabiam mais o que fazer, os avós também estavam desesperados.

Quando passavam sobre a ponte ouviram-se latidos de um cachorrinho debaixo da ponte. Nesse momento os pais pararam e desceram com a maior pressa e puderam ver o cachorrinho Tupi cavando um buraco e ao seu lado estava o pequeno Zezinho brincando na areia, ao lado da água que batia nas bonitas e polidas pedras.

A mãe pegou o filhinho e nesta hora ela chorou ainda mais forte, mas foi de alegria e agradecimentos aos anjos e santos, ela era muito devota do Anjo da Guarda.

Os vizinhos fizeram juntos oração agradecendo ao senhor bom Deus, enquanto que os pais os abraçavam e agradeciam pelo carinho de todos.

Em seguida, Tiãozinho e Dorinha saíram carregando nos braços o pequeno Zezinho e atrás foi andando e latindo o cachorrinho Tupi. Eles foram para a casa de Rafa e Lú para descansar. Esta história é originária de um fato real, isto aconteceu foi comigo. Autor: Zequinha Aleluia.

Uma Bola, Um Troféu e Um Só Coração


É tradição da nossa gente
Todo ano tinha jogo de futebol
Nos campos verdes da roça e da cidade
E muita história pra contar.

Tinha Clube com atletas preparados
Jogadores chegavam juntos
De Kombi de Cavalo e a pé
Muita gente na torcida gritava olé
Gritava chuta e explodia com o gol do Mané.

Jôgo duro no Passaquatinho
Na chapada e Capim Puba era pra empatar,
No Matoso e Buriti dava pra ganhar
Água Vermelha e Aborrecido
um ponto prá lá e outro prá cá

No Estádio José Batista da Paixão
Era festa, era jogo da final
Campeão, São Miguel do Passa Quatro.

No gramado da pequena cidade
Atletas unidos, prontos pra jogar
Tinha chute, tinha abraço e tinha sorriso no olhar
Tinha olé, tinha boné e Pirú no gol de pontapé.

O Craque jogava no meio de campo
O artilheiro goleava no ataque
O zagueiro dava chutão
E o goleiro voava fazendo ponte.

Na arquibancada estavam Pais, filhos, avós
E amigos celebrando lances e jogadas
A maior vitória estava no brilho do olhar
Sobre o campo da cidade com fogos a iluminar.

No tempo de agora a bola continua a rolar
E sonhos florescem nos desejos de crianças
Que sonham ganhar a vida jogando
No Vila Nova, Flamengo e Botafogo
Com os pés na bola como fazia o Rei Pelé.

Que nunca falte a bola, a esperança e emoção,
Para esse povo lado a lado ajudando a construir
A história da nossa gente com alegria e gratidão.

Bola de campeão, troféu de vencedor
Lembrança viva pra homenagear
Obrigado Valderrama! Viva nossa gente!
Viva São Miguel do Passa Quatro.
E viva o nosso futebol. (Autor: Zequinha Aleluia. Este Poema virou música – Rock)

Sonho, Aventura Incrível

Já sonhou estar voando?

Quando eu era criança, sonhei por mais de três vezes. Era uma aventura incrível ou algo espiritual, angelical, não sei. Mas, voava como um anjo ou pássaro, não tinha asas, mas me erguia livremente e suavemente viajava nas alturas.

Das alturas, via as ondulações do relevo, às vezes grandes morros ou enormes depressões das férteis baixadas da terra.

Via com o brilho do sol, córregos, rios caudalosos retos e tortuosos com águas cristalinas que corriam batendo em pedras no meio de matas.

Às vezes voava mais alto ou aproximava um pouco da terra para ver as belezas de paisagens do cerrado que se estendiam até onde a vista alcançava.

Ficava deslumbrado com aquelas casinhas lindas e animais tão pequeninos, às vezes pastando em colinas ou andando no meio de árvores tortuosas, onde tinham muitas flores que eram impossíveis de não serem admiradas.

Até hoje não consigo compreender estas aventuras. Mas compreendo que era um convite para enxergar a grandiosidade da natureza, valorizar os córregos, as matas, o cerrado e guardar para sempre a esperança de que essas paisagens tão belas e valiosas ainda continuem vivas entre nós.


O Colégio Estadual Adonias Lemes do Prado vai ganhar uma nova e moderna escola. A nova escola está em fase adiantada de construção.

Serão construídos: um pavilhão de cima com três salas de aulas, sanitário masculino e feminino com dez box e duas pias com oito torneiras.

Um pavilhão de frente com duas salas de aulas, um laboratório de ciências, sanitário masculino e feminino com dez box e duas pias com oito torneiras

Uma midiateca com pátio coberto e jardinagem entre o pavilhão da frente e a midiateca. Uma cozinha com refeitório. 

Um pavilhão do meio com três salas de aulas e cercado por pátios descoberto com jardinagens. 

Um pavilhão administrativo com salas para direção, coordenação pedagógica, secretaria, arquivo, coordenação administrativo financeiro, sala dos professores, recepção, sanitário masculino, feminino e lavatório.

Também um bicicletário, estacionamento para motos, carros, incluído para portadores de necessidades especiais e maiores de sessenta anos e estacionamento de carga e descarga.

Também uma base para mastro de bandeiras e muita jardinagem.O projeto foi bem pensado, a frente, entrada da escola será moderna, acessível e segura. 

Teremos uma escola muito bonita e com boa estrutura.A quadra coberta será reformada e os pavilhões antigos de cima e do meio serão integralmente retirados.

"A Cultura Forma Sábios; A Educação, Homens"

Foi pensando nas coisas boas da nossa terra, da nossa gente que nasceu este jornalzinho. O desejo de expressar merece a atenção de quem gosta de escrever e ler.

O Comunitário, Lente da Nossa Gente, vem para comunicar, alegrar, entreter e envolver a comunidade em assuntos importantes.

Por meio deste instrumento poderemos falar de valores, crenças, tradições, experiências e lembrar de fatos históricos construídos por heróis da nossa terra.

Também, registrar o nosso jeito de ser e viver, nossas aventuras, nossa arte, nossos dons, habilidades e nossas festas.

A cultura é muito importante. A Constituição Federal de 1988 do País estabelece que o Estado deve garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura e ainda determina o apoio e incentivo a valorização, difusão e proteção das manifestações culturais.

O escritor, pós-doutor em antropologia social e presidente da fundação memorial da américa latina, Pedro Machado Mastrobuono, disse: “Sem cultura não há povo: identidade, pertencimento e soberania”.

Uma nação só é unida e coesa pela cultura, pois a cultura está acima de qualquer diferença ou condição social, está acima da economia, da política e da ciência.  Disse o sociólogo francês Louis Bonald: “A Cultura forma sábios; a educação, homens”. 

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

CCA de São Miguel do Passa Quatro recebe ajuda de Cavalgada


Foi divulgado pela Célia Soares, via grupo de WhatsApp “Cavalgada Amigos do CCA”, a seguinte informação. “Pessoal! Com a graça de Deus
 concluímos em 04/07/24 a festa e mais uma vez o resultado foi muito bom”.

Graças ao empenho e trabalho de cada um a renda obtida pelo evento Cavalgada Amigos do CCA foi muito boa, conforme especificado abaixo.

Valor total arrecadado foi de R$ 154.768,00. Valor total das despesas foi  de R$ 21.218,00. Valor que foi  passado ao CCA, Associação Emaús,  foi de R$ 133.550,00

O CCA, está situado em São Miguel do Passa Quatro - Goias da Associação Emaús é uma entidade sem fins lucrativos e que presta um grande trabalho apoio à pessoas que necessitam de amparo.

sexta-feira, 12 de julho de 2024

Mensagem, Irmã Célia, Missa de 7º Dia

UM POUCO DE HISTÓRIA SOBRE A IRMÃ CÉLIA EM S.M.P.QUATRO

Hoje, 11 de julho de 2024, quero aqui em nome da nossa comunidade, reavivar, manifestar sobre lembranças de alguns fatos que aconteceram por causa do amor, sabedoria e força da Irmã Célia, que viveu e cuidou muito de São Miguel do Passa Quatro.

Célia Cândida da Rocha, Irmã Célia, chegou aqui em São Miguel do Passa Quatro em 1991 para cuidar dos trabalhos da Igreja Católica. Ela liderou por muitos anos as atividades da comunidade, foi um tempo muito iluminado, de muitos estudos e reflexões da Palavra de Deus.

O legado histórico, o trabalho, a vida e toda construção realizada pela Irmã Célia em São Miguel do Passa Quatro, é tão grande que penso ser impossível de descrever. Isso, porque tem muito de suas obras que não chegaram ao nosso alcance. Também porque ela não manifestava, não tinha interesse em divulgar obras que realizava.

Lembro que quando aqui chegou começou seus trabalhos locomovendo de pé, depois em um fusca e depois fiat uno. Sempre seu veículo era visto em frente a alguma casa, ali estava a Irmã Célia conversando, criando e promovendo condições de melhorias de vida na família.

A Irmã Célia acreditava nas pessoas. Às vezes ela surpreendia a comunidade ao delegar atividades a pessoas simples para desenvolver projetos grandes e importantes para a coletividade. Essas coisas ela fazia com as pessoas da nossa comunidade, sinto-me que ela foi enviada a nós para ensinarmos sobre a força que pessoa tem, que é preciso crer e que seus sonhos, suas vontades podem se realizar.

A Irmã Célia criava condições para dar vez e voz às pessoas. Ela envolvia as pessoas no trabalho, com seus ensinamentos com seu jeito simples e fácil de ensinar e aprender e com sua convivência ensinou e promoveu muita gente. Eu sou testemunha, a Irmã Célia mudou muitas pessoas e transformou a vida de muita gente, inclusive a minha. Só pode ser, suas obras provinham dos Sinais, da Luz do Espírito Santo de Deus.

Com o decorrer do tempo e conhecer melhor a comunidade, a Irmã Célia, sentiu que era necessário atuar na política para construir e ajudar mais. Foi eleita prefeita e fez uma administração diferente, muito trabalho e muito envolvimento das pessoas, sua administração foi revolucionária.

Sendo ela a primeira freira a se eleger prefeita de um município brasileiro, o fato chamou atenção, sendo-a convidada por Jô Soares, tendo-a participado de um Programa na TV com o Jô Soares.

Logo que foi eleita e empossada, a Irmã Célia vivenciou momentos políticos e administrativos difíceis. Mais não se dobrou ou aceitou imposições e propostas indesejáveis ao bem público da municipalidade. E, logo depois, as coisas serenaram e vieram os tempos de harmonia e muitas vitórias.

Como prefeita, Irmã Célia criou vários conselhos comunitários e os conselheiros atuaram ativamente e fortemente ajudando na administração da prefeitura. Era um envolvimento muito legal, nas reuniões eram apresentadas a pauta, os temas eram debatidos e aprovados, às vezes com alterações e as ações eram encaminhadas para execução dos trabalhos.

Foi uma administração muito rica em todos os aspectos, mais o destaque maior ficou para o setor da educação. Foi uma administração de um progresso extraordinário no processo de ensino-aprendizagem, pois em todas as ações, de todas as secretarias, tinha o tempero, a essência educacional embutida.

Com sua ideologia revolucionária promoveu em sua administração um tempo de valorização real da honestidade, simplicidade, prosperidade e muita participação.

Sempre cuidando da Igreja. Aqui, na nossa comunidade não tinha Padre, então todos os trabalhos religiosos da Igreja eram coordenados pela Irmã Célia e olha que foi por muito tempo. Ela ficou aproximadamente uns vinte anos dirigindo os trabalhos da Igreja.

Com grande formação religiosa, a Irmã Célia usou de toda sua sabedoria e seu empenho diário para fortalecer a comunidade local na fé, no amor e para construção de vidas melhores.

Ela criou na zona rural quatorze grupos comunitários, tipo das Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica. Esses grupos foram criados em todas as regiões da zona rural do município. Criou também os grupos comunitários dos bairros da cidade.

Esses grupos funcionaram como fermento no pão da comunidade passaquatrense. Toda semana, um dia era especial para reunião pastoral em todas as regiões do município. Nessas reuniões eram trabalhados temas importantes. Lembro-me que eram fervorosos os estudos da Campanha da Fraternidade, Campanha do Natal e muitos outros.

A festa tradicional da cidade, em Louvor a São Miguel Arcanjo, era longa, tinha um dia especial para cada grupo de comunidade rural e depois a festa era complementada aqui na Igreja da cidade.

Como era muito trabalho, a Irmã Célia formou um grupo de pessoas, chamados Ministros Extraordinários. Esses Ministros formados pela Irmã Célia tinham a autorização do Bispo para Ministrar na Igreja e nos Grupos Comunitários. Tinha Ministros Extraordinários da Palavra, da Catequese, do Matrimônio, da Eucaristia e Outros.

Às vezes o Ministro Extraordinário estava presidindo a celebração e a Irmã Célia estava sentada no banco a Igreja assistindo, participando do momento religioso.

Depois nossa cidade passou a ter Padre, a Irmã Célia deixou o envolvimento direto da vida política e passou a cuidar inteiramente da obra do CCA, que nós conhecemos muito, não temos condições é de medir o também do amor plantado pela Irmã Célia ali no CCA, só sabemos que é um amor muito grande.

Irmã Célia, a senhora foi fantástica, incrível no amor, na perseverança, na coragem e nas tomadas de decisões. O nosso professorado, testemunha que a senhora criou condições e nos ensinou muito. Obrigado, Irmã Célia, Te Amamos! Saudades. Por mim: José Afonso de Aleluia

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Irmã Célia, Política, Pós Mandato de Prefeita

O  ano 2000 foi de conclusão do mandato de prefeita da Irmã Célia no município de São Miguel do Passa Quatro - Goiás. 

Como dizia na época "foi com suco de mexirica, pé na estrada e diálogo", que garantiu a ela uma vitória histórica e também como ela fez uma administração participativa, nunca visto antes e nem depois, até o momento no município, a Irmã Célia queria novamente ter um processo eleitoral diferente dos costumeiros da velha política.

Mesmo sabendo que tinha a possibilidade de postulação de uma candidatura expressiva do ex-prefeito Márcio Cecílio e também de uma candidatura poderosa da Dona Eleusa, a Irmã Célia tomou uma decisão surpreendente.

Ela fez a mim, José Afonso de Aleluia, o convite para ser o candidato da sua base apoio, pelo partido dos trabalhadores. Eu exercia a profissão de professor, nunca tinha participado como candidato a nada, não tinha dinheiro e  nem experiência.

Mais o convite foi para mim muito especial, então me lancei pré-candidato a prefeito pelo PT com apoio da Irmã Célia. Acontece que apareceu outro pré-candidato, teve convenção partidária e  eu perdi por uma pequena diferença de votos.

No apurar do processo partidário, a pessoa que venceu a convenção desistiu de candidatura própria e manifestou apoio ao ex-prefeito Márcio para uma nova eleição.

Diante da situação, a Irmã Célia podia candidatar-se e disputar a reeleição e para isso encomendou uma pesquisa. A Irmã me convidou para mostrar o resultado da pesquisa. Neste dia ela chorou, eu vi nela a manifestação de uma  grande tristeza e decepção, na pesquisa tinham muitos comentários com críticas doloridas e injustas, e isso tirou a alegria e força da Irmã em buscar a reeleição.

Aí, diante da conjuntura, fui candidato a vereador e fui eleito. E, logo, em 2002, chegou a campanha eleitoral para o governo, senado, deputado federal e estadual. E, a Irmã Célia  candidatou-se à deputada estadual pelo PT. Na época, eu fui o único político que tinha cargo eletivo do local que manifestou e apoiou publicamente a Irmã Célia nesta nova missão.

Foi um tempo muito bom, ela trabalhando e eu ajudando, fizemos campanha aqui e nos municípios vizinhos, fizemos campanha em Pires do Rio, Palmelo, Santa Cruz, Cristianópolis, Bela Vista, Silvânia, Vianópolis e outras localidades.

A Irmã Célia foi muito bem votada, mas não o suficiente para garantir-lhe uma vaga de deputada na assembleia legislativa de goiás. Mais ficou uma grande vitória, a alegria da participação.

A Irmã Célia sempre lutou pelos pequenos. Sempre defendeu e botava fé que os pequenos também podem pensar e lutar por ideais grandes e isto ela fazia com amor, simplicidade, pureza e coragem. Ela era mesmo incrível. Obrigado, Irmã Célia, a senhora foi muito importante para nós.

Irmã Célia, Política, Administração Participativa

Célia Cândida da Rocha. A Irmã Célia, chegou a São Miguel do Passa Quatro em 1991 para cuidar da administração da Igreja Católica da cidade.

No entanto, vendo que era necessário,  ela resolveu atuar na política. Foi candidata e elegeu-se prefeita para o mandato de 01 de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000.

Ela dizia que precisava resolver problemas na área da educação, saúde e promover uma  administração participativa e de promoção da consciência política da população.

Ela foi a primeira religiosa a se eleger prefeita de um município brasileiro, fato que chamou atenção, sendo convidada por Jô Soares, tendo participando de um Programa na TV com o Jô Soares.

Logo que foi eleita e empossada, a Irmã Célia vivenciou momentos difíceis, pois teve que enfrentar um processo eleitoral que tentava retirar o seu mandato. Teve também problemas com a câmara de vereadores que no início atuou para dificultar a sua administração.

Teve problemas também porque recebeu a prefeitura com dívidas e sem dinheiro em caixa. Sobre o processo eleitoral, lembro que entre os comentários na cidade, de tempo em tempo era marcado o dia da decisão, da perca do seu mandato na justiça.

Sobre as dificuldades enfrentadas no início, na câmara de vereadores, a população ajudou muito, lembro que houve momento que populares se juntaram, foram para a câmara de vereadores para pressionar os parlamentares a não prejudicar a administração da Irmã Célia. No meio deste processo envolveu reportagens jornalísticas em rádio e televisão e muitos comentários na cidade.

No entanto, a Irmã Célia nunca se dobrou ou aceitou imposições e propostas indesejáveis  ao bem público que vinham de opositores. E, logo depois, as coisas serenaram, veio a vitória no processo eleitoral e a câmara passou a atuar de forma harmônica.

Foi a partir daí que a administração da prefeitura melhorou, projetos foram aprovados e os trabalhos se encaminharam bem. A prefeita Irmã Célia criou vários conselhos comunitários e os conselheiros atuaram ativamente e fortemente ajudando na administração da prefeitura.

Eram constantes as reuniões dos conselhos e nestas reuniões eram apresentadas a pauta, os temas eram debatidos e aprovados, às vezes com alterações e as ações eram encaminhadas para execução dos trabalhos.

A administração da Irmã Célia foi muito rica em todos os aspectos, mais o destaque maior ficou para o setor da educação. Pois, foi uma administração de um progresso extraordinário no processo de ensino-aprendizagem, pois em todas as ações, de todas as secretarias, tinha o tempero, a essência educacional embutida.

A primeira freira prefeita do Brasil, Célia Cândida da Rocha, com sua ideologia revolucionária promoveu em sua administração um tempo de valorização real da honestidade, simplicidade, prosperidade e muita participação.

Este assunto será prosseguido aqui, em outro momento. Fatos do final de sua administração e pós mandato de prefeita, vou trazer na próxima edição desta série de fatos que descrevo sobre o bom tempo da Irmã Célia em São Miguel do Passa Quatro-Goiás.

terça-feira, 9 de julho de 2024

Irmã Célia, Igreja, Um Tempo Diferente

Hoje, 09 de julho de 2024, quero aqui reavivar, manifestar sobre lembranças de alguns fatos do tempo que a Irmã Célia dirigia, cuidava dos trabalhos religiosos da Igreja Católica de São Miguel do Passa Quatro-Goiás.

Aqui, na nossa comunidade não tinha Padre, então todos os trabalhos religiosos da Igreja eram coordenados pela Irmã Célia e olha que foi por muito tempo. Ela ficou aproximadamente uns vinte anos dirigindo os trabalhos da Igreja.

Foi um tempo diferente, foi um período de muita participação e grande aprendizagem. Com grande formação religiosa, inclusive com formação complementar adquirida em países da Europa a Irmã Célia usou de toda sua sabedoria e seu empenho diário para fortalecer a comunidade local na fé, no amor e para construção de vidas melhores.

A Irmã Célia criou quatorze grupos comunitários, tipo das Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica. Esses grupos foram criados em todas as regiões da zona rural do município. Criou também os grupos comunitários dos bairros da cidade.

Esses grupos funcionaram como fermento no pão da comunidade passaquatrense. Toda semana, um dia era especial para reunião pastoral em todas as regiões do município. Nessas reuniões eram trabalhados temas importantes. Lembro-me que eram fervorosos os estudos da Campanha da Fraternidade, Campanha do Natal e muitos outros.

A festa tradicional da cidade, a festa em Louvor a São Miguel Arcanjo, ela longa, tinha um dia especial para cada grupo de comunidade rural e depois a festa era complementada com mais nove dias de realizaçõoes aqui na cidade.

Como era muito trabalho, a Irmã Célia formou um grupo de pessoas, chamados Ministros Extraordinários. Esses Ministros formados pela Irmã Célia tinham a autorização do Bispo para Ministrar na Igreja e nos Grupos Comunitários. Tinha Ministros Extraordinários da Palavra, da Catequese, do Matrimônio, da Eucaristia e Outros.

Inclusive eu, José Afonso de Aleluia, fui um privilegiado desse tempo, participei da formação e fui autorizado pelo Bispo para exercer o Ministério da Palavra e do Matrimônio. Foram muitas celebrações presididas por mim na Igreja da Cidade e nos Grupos Comunitários da Zona Rural, também realizei alguns casamentos. Estes Ministros trabalhavam por escala, todos sabiam do seu dia e da sua responsabilidade para ministrar.

Às vezes o Ministro Extraordináio estava presidindo a celebração e a Irmã Célia estava sentada no banco a Igreja assistindo, participando do momento religioso. Numa dessas, vou contar um fato que aconteceu comigo. Eu estava presidindo a celebração e na explicação da leitura do Evangelho e da Palavra de Deus falava sobre o acolhimento.

Nesse tempo, a Irmã Célia já cuidava do CCA e tinha uma pessoa que havia pedido ajuda a ela, queria ser acolhida no CCA, mas lá não tinha vaga, tudo estava cheio. No entanto, depois da reflexão das leituras do folheto da celebração, logo de manhã do dia seguinte a Irmã Célia foi até a casa da família que tinha pedido de ajuda e trouxe a pessoa para morar no CCA e depois me procurou e contou-me que estava com pedido e que suas forças para cuidar desta pessoa vieram depois da reflexão da palavra que eu presidi.

A Irmã Célia era fantástica no amor, na perseverança, na coragem e nas tomadas de decisões.  Com a Irmã Célia eu aprendi muito, mudou minha pessoa e transformou minha vida. Obrigado, Irmã Célia.

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Irmã Célia, Fatos Que Marcaram Minha Vida


O legado histórico, o trabalho, a vida e toda construção realizada pela Irmã Célia em São Miguel do Passa Quatro, é tão grande que  penso ser impossível de descrever. 

Isso  porque tem muito de suas obras que não chegaram ao nosso alcance. Também porque ela não manifestava, não tinha interesse em divulgar obras que realizava. 

Também porque são obras da sabedoria da Irmã, obras que vinha dos Sinais, da Luz do Espírito Santo de Deus. No entanto, sinto-me incapaz de descrever a real grandeza da obra realizada pela Irmã Célia em São Miguel do Passa Quatro GO.

Mas quero manifestar-me à alguns fatos que marcaram a minha vida. Hoje o fato que descrevo é: Irmã Célia me enviou para atender um chamado da TV.

Logo que a Irmã Célia foi eleita prefeita de São Miguel do Passa Quatro, aproximadamente um ano do início de sua administração ela me chamou para me enviar ao Programa Frutos da Terra do Amilton Carneiro para lá explicar os motivos do nome da cidade, porque "São Miguel do Passa Quatro"?

Aceitei a missão, mais fiquei pensando. Porque logo eu? Eu era um jovém, eu não era um político participativo, eu não era um notável conhecedor da história local. 

Continuei pensando! Porque ela mesma não foi fazer a apresentação na TV? Porque ela não enviou um vereador(a) ou secretário(a) do seu campo de apoio político?

Pois, fiquei sem entender, mais fui e atendi o seu chamado e cumpri a missão, exliquei no Prgrama Frutos da Terra, na TV o porque do nome da nossa cidade, São Miguel do Passa Quatro.

Neste mesmo evento a Irmã Célia enviou o Voninho e seu irmão Luiz Carlos para cantar uma música e representar a força artistica da nossa terra no Programa da TV Anhanguera.

Muitos outros fatos que me deixou surpreso aconteceram que vou contar aqui em outros momentos. Depois de tantos fatos fui aos poucos entendendo as propostas da Irmão Célia.

Essas coisas ela fazia com as pessoas da nossa comunidade, sinto-me que ela foi enviada a nós para ensinarmos sobre a força que pessoa tem, que é preciso crer e que seus sonhos, suas vontades podem se realizar. 

A Irmã Célia criava condições para dar vez e voz às pessoas. Por isso hoje digo! Que me perdoe meus professores de sala de aula, vocês do ensino fundamental, médio e superior foram muito importantes para mim. Mas a minha maior professora não estava na sala de aula, esteve na minha convivência, foi a senhora, Irmã Célia, a senhora mudou minha pessoa e transformou minha vida.



Morre Irmã Célia, Uma Luz de São Miguel do Passa Quatro


Faleceu na nesta sexta – feira, 5 de julho de 2024, a Irmã Célia Cândida da Rocha. Ela faleceu no Hospital de Urgência Governador Otávio Lage, o HUGOL, em Goiânia, onde estava internada há cerca de 30 dias para tratamento de um problema pulmonar.

Irmã Célia chegou a São Miguel do Passa Quatro em 1991 e realizou um trabalho muito importante que marcaram as vidas da nossa gente. Ela idealizou e liderou a comunidade para uma revolução por meio de seu trabalho em frente a Igreja Católia, também como Prefeita da Cidade e como Construtora e Cuidadora da maior obra que fundou na cidade o CCA, Centro de Convivência e Apoio, entidade que presidia e que acolhe pessoas idosas e portadores de necessidades especiais.

Na política, era filiada do Partido dos Trabalhadores ( PT ) e foi candidata a Deputada Estadual para ajudar na construção de projetos participativos e democráticos e mesmo para uma conscientização políltica.

Irma Célia Cândida da Rocha, em 1996 concorreu às eleições para a prefeitura do município tendo sida eleita, cumprindo seu mandato de 1º de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000. Ela foi a primeira religiosa a se eleger prefeita de um município brasileiro, fato que chamou atenção, sendo convidada por Jô Soares, tendo participando de um Programa na TV com o Jô Soares.

Muita gente compareceram no velório da Irmã Cèlia que teve a programação: Velório na Igreja da Igreja da Paróquia São Miguel Arcanjo: 14:00 horas Missa Solene, às 15:15 horas encomendação do corpo e velório com os Idosos, portadores de necessidades especiais e funcionários na Capela do CCA e às 16:30 horas sepultamento no Cemintério Santo Arsenio de São Miguel do Passa Quatro-GO.

Nota de Pesar da  Arquidiocese de Goiânia: 



quinta-feira, 27 de junho de 2024

Foto relíquia, Tio José Santana Aleluia

Esta foto foi tirada no dia 23 de junho de 2024. Este senhor sentado é o Tio José Santana de Aleluia, filho do meu bisavô Pedro Luiz de Aleluia e sua segunda esposa Geraldina Nunes Santana. 

O Tio José Santana de Aleluia nasceu no dia 10 de novembro de 1942. Tivemos a alegria de reve-lo, em uma visita em sua morada em Goiânia no domingo 23/06/24. 

Este de pé com a chave pendurada no cinto é meu pai Sebastião Tavares de Aleluia, de pé no canto do lado direito é eu José Afonso de Aleluia e de pé no centro é a Maria do Padre Sérgio, filha do Geraldo Leite.

Descobri nesta visita que a Maria que não conhecia e vi pela primeira vez foi quem ajudou minha mãe cuidar de mim, quando nasci. Fiquei feliz e agradeci pelo belo encontro.