Já sonhou estar voando?
Quando eu era criança, sonhei por mais de três vezes. Era uma aventura incrível ou algo espiritual, angelical, não sei. Mas, voava como um anjo ou pássaro, não tinha asas, mas me erguia livremente e suavemente viajava nas alturas.
Das alturas, via as ondulações do relevo, às vezes grandes morros ou enormes depressões das férteis baixadas da terra.
Via com o brilho do sol, córregos, rios caudalosos retos e tortuosos com águas cristalinas que corriam batendo em pedras no meio de matas.
Às vezes voava mais alto ou aproximava um pouco da terra para ver as belezas de paisagens do cerrado que se estendiam até onde a vista alcançava.
Ficava deslumbrado com aquelas casinhas lindas e animais tão pequeninos, às vezes pastando em colinas ou andando no meio de árvores tortuosas, onde tinham muitas flores que eram impossíveis de não serem admiradas.
Até hoje não consigo compreender estas aventuras. Mas compreendo que era um convite para enxergar a grandiosidade da natureza, valorizar os córregos, as matas, o cerrado e guardar para sempre a esperança de que essas paisagens tão belas e valiosas ainda continuem vivas entre nós.

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