quinta-feira, 22 de junho de 2017
sábado, 17 de junho de 2017
quinta-feira, 8 de junho de 2017
quarta-feira, 7 de junho de 2017
O massacre que dizimou 150 índios em Goiás
Os últimos Avá-Canoeiros
Um grupo com seis remanescentes. É tudo o que
sobrou da nação indígena que ocupava o Estado de Goiás quando o homem-branco
chegou ao Brasil há 500 anos
André Barreto, de Minaçu (GO)
Num
ponto de difícil acesso no norte de Goiás, a 700 quilômetros de Brasília, uma
família com seis integrantes resiste como últimos representantes da nação
indígena Avá-canoeiro. Os índios desta tribo conseguiram escapar do destino de
outros 900 povos nativos, que sumiram do mapa brasileiro nos últimos cinco
séculos. A matriarca Matcha, 65 anos, sua irmã Naquatcha, 60, a filha Tuia, 30,
o único homem da tribo, Iawí, 40, e as duas crianças Trumak, 14, e Potdjawa,
11, são os remanescentes de um massacre ocorrido em 1969, que dizimou 150
índios. Na ocasião, Matcha estava grávida de Tuia e fugiu com Naquatcha e Iawí.
Durante 12 anos, os três viveram em cavernas e comeram morcegos para
sobreviver. Passaram a viver como nômades para escapar dos ataques do homem branco
até aceitarem viver sob a tutela da Fundação Nacional do Índio (Funai), em
1981, quando a instalação das obras da Hidrelétrica da Serra da Mesa lhes tirou
definitivamente o hábitat -- as cavernas foram alagadas pela represa.
Mesmo
assim, a pureza do sangue e as tradições da tribo Avá-canoeiro estão condenadas
à extinção. Ocorre que a cultura desses indígenas proíbe o incesto e, com um
homem para apenas uma mulher em idade fértil, toda a nova geração seria
constituída por irmãos. E, dessa forma, eles não poderiam manter relações
sexuais entre si. O problema é insolúvel porque os Avá-canoeiros também se
recusam a conviver com outras tribos. “Os Tapirapé foram reduzidos a 20 índios
nos anos 50 e hoje são mais de 500 a caminho da sua autonomia”, diz o indigenista
Walter Sanches, 54 anos, chefe do posto da Funai na região. “Os Juma da
Amazônia são quatro, mas já estão se casando com índios de outras tribos, não
há mais o que fazer”, conclui o representante da Funai.
TRABALHO DE ÍNDIO Sob o amparo da Funai e os cuidados de Sanches, os
Avá-canoeiros vivem numa reserva de 38 mil hectares perto de Minaçu (GO). Na
aldeia improvisada há 19 anos, a tribo cresceu. Tuia, que nasceu nas cavernas,
teve as duas crianças. Iawí, o pai delas, é também o marido das três mulheres.
Apesar de Matcha exercer o papel de líder do grupo, é Iawí quem caça, planta e
realiza as tarefas domésticas. Como manda-chuva do grupo, Matcha determinou o
nascimento das duas crianças para preservar a etnia.
Na
aldeia, cada habitante tem sua atribuição. As crianças ajudam Iawí a plantar e
fazer a colheita. Naquatcha ganhou uma máquina de costura da Funai e cuida da
confecção das roupas. Mas Tuia gosta mesmo é de namorar. Como costuma sair às
escondidas com Iawí, e as outras mulheres da tribo não são indiferentes ao
ciúme, a própria Matcha parou de se preocupar com a perpetuação da tribo.
Decidiu proibir o surgimento de mais bebês. “Pra que mais criança? Criança só
atrapalha”, argumenta.
A
família produz parte do que consome. Em média, 1,8 tonelada de arroz, uma
tonelada de milho, feijão, abóbora e mandioca por safra. Plantam frutas como
mamão, limão e maracujá para se alimentarem em períodos de entressafra. Da
Funai, eles ganham sal, óleo de soja, açúcar e carne bovina. Também remédios,
pilhas para o rádio da casa e outros artefatos, como tecidos.
Quando
assumiu o posto em Minaçu, Walter Sanches encontrou os Avá-canoeiros numa
situação caótica. A hidrelétrica de Furnas estava em plena construção e a Funai
decidiu mantê-los perto do acampamento dos funcionários da obra. Estariam mais
seguros. Foi um grave erro. Com o contato os índios aprenderam a fumar e a
tomar bebidas alcóolicas. Trocavam a caça para saciar seus vícios. As mulheres
serviam de entretenimento sexual para os “homens brancos”, com o consentimento
do único índio da tribo. Por isso, até seis anos atrás, a índia Tuia acreditava
que deveria se oferecer como fêmea a todos os homens que fossem visitar sua
aldeia.
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Jovens negros: A violência no Brasil tem alvo e faixa etária - Portal Vermelho
Jovens negros: A violência no Brasil tem alvo e faixa etária - Portal Vermelho: Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostra que jovens e negros são as principais vítimas de violência no país. De cada 100 assassinatos no Brasil, 71 são pessoas negras. O Atlas da Violências 2017 mostrou também que aumentou a taxa de homicídios de negros enquanto diminui a mortalidade de brasileiros não negros.
Por Railídia Carvalho
Por Railídia Carvalho
quarta-feira, 31 de maio de 2017
Eleitores de S.M.P.Quatro terão que fazer o recadastramento biométrico
Todos os eleitores São Miguel terão que fazer o recadastramento biométrico, do título de eleitor na Justiça Eleitoral de Vianópolis.
A Justiça Eleitoral já está realizando o recadastramento de todos os eleitores de São Miguel do Passa Quatro. É o chamado recadastramento biométrico. É obrigatório para todos os eleitores.
Através do recadastramento será feito uma revisão do eleitorado e uma atualização dos dados do cadastro eleitoral com a implantação da identificação por meio de impressões digitais, fotografia e assinatura digitalizada do eleitor.
O eleitor que não fizer o recadastramento biométrico terá o título cancelado. Além disso, não poderá se inscrever em concurso público, renovar matrícula em escolas e universidades oficiais, tirar passaporte, carteira de identidade, CPF, receber remuneração, e se for funcionário público, não poderá requerer aposentadoria no INSS.
O eleitor precisa apresentar um documento de identificação que contenha foto, como Identidade ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), endereço que comprova a residência no município de no máximo 3 meses
Esta é a última etapa do recadastramento biométrico em Goiás. Começou no dia 17 de abril de 2017 e termina no dia 30 de setembro de 2017. Fonte: Com informações do TRE
terça-feira, 30 de maio de 2017
sexta-feira, 26 de maio de 2017
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Ação do latifúndio: Grupo especial poderia evitar as 10 mortes no PA - Portal Vermelho
Ação do latifúndio: Grupo especial poderia evitar as 10 mortes no PA - Portal Vermelho: São pelo menos 17 mortes de trabalhadores rurais em dois meses no estado do Pará. O advogado José Batista Afonso, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), falou com o Portal Vermelho na noite desta quarta-feira (24) quando se deslocava para Pau Darco, região do sul do Pará em que foram mortos pelo menos 10 trabalhadores rurais nesta quarta-feira (24).
Por Railídia Carvalho
Por Railídia Carvalho
terça-feira, 23 de maio de 2017
sexta-feira, 19 de maio de 2017
Bispos lembram Constituição em caso de Temer: “manter conduta íntegra” - Portal Vermelho
Bispos lembram Constituição em caso de Temer: “manter conduta íntegra” - Portal Vermelho: Os membros da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), emitiram na manhã desta sexta-feira (19), uma nota na qual recordam a Constituição: “é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra” (Art. 37). No texto, a CNBB afirma que a Conferência está “unida aos bispos e às comunidades de todo o país” e acompanha “com espanto e indignação” as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo STF.
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Dono da JBS grava Temer dando aval para comprar silêncio de Cunha - Portal Vermelho
Dono da JBS grava Temer dando aval para comprar silêncio de Cunha - Portal Vermelho: De acordo com O Globo, Joesley Batista e o seu irmão Wesley Batista, os donos da JBS - a maior produtora de carne do mundo - teriam gravado uma conversa na qual o presidente Michel Temer dá aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. O senador Aécio Neves também teria sido foi gravado, pedindo R$ 2 milhões a um dos empresários.
Marcha contra reformas e defesa dos direitos terá 100 mil em Brasília - Portal Vermelho
Marcha contra reformas e defesa dos direitos terá 100 mil em Brasília - Portal Vermelho: A expectativa das centrais sindicais é de reunir em Brasília 100 mil trabalhadores na marcha do dia 24 de maio contra as reformas trabalhista e previdenciária de Michel Temer. Reunião realizada nesta quarta-feira (17) em São Paulo confirma as expectativas otimistas dos dirigentes. No dia 24 a concentração será a partir das 9h no estádio Mané Garrincha e o ato deverá se encerrar no Congresso Nacional. A previsão é ter representação de trabalhadores e movimentos sociais de todo o país.
Assinar:
Postagens (Atom)
